Mar 27 2010
Boato não é brincadeira, proteja seu filho na internet!
Quando criança participei de uma brincadeira na escola, acho que foi na quarta série do colégio Liceu São José em Miguel Couto. A professora, dona Nancy, fez uma brincadeira para que entendêssemos o mecanismo do boato. A classe inteira (uns 50 alunos) participou. A professora cochichou uma frase no ouvido do primeiro aluno e este foi passando para o próximo até que o último aluno contou para a turma a informação final, que era totalmente distorcida e fora de contexto.
Fiquei assustada com a reportagem da menina que foi estuprada e que foi abandonada por todos em seu povoado. Isso não seria estranho caso se tratasse de países em que as mulheres não tem valor algum na sociedade, mas em se tratando de Suécia esse é um escândalo enorme.
À primeira vista eu fiquei com muita raiva das pessoas naquele povoado, achei que eram ridículos, atrasados e outras coisas mais. Hoje pensando melhor, não acredito que a ação daquelas pessoas ou a imparcialidade se deu por pura maldade e sim por ignorância ou falta de conhecimento dos adultos sobre as novas formas de comunicação.
É importante entender que a palavra escrita tem um teor muito mais grave e poderoso que a fala. Se para certos adultos é difícil manter discussões calorosas em fóruns sem que haja mal-entendidos, imagine um despreparado adolescente.
Li um depoimento de um pai que foi buscar sua filha numa festinha e que por estar cansado e estressado ligou para o celular da garota, estressando-a para sair já da festa, (“não queria ficar lá sentado esperando no carro”).
A menina só conseguiu se despedir rapidamente das colegas, com exceção de uma, que ficou com raiva e escreveu em seu blog que a outra era uma esnobe etc.
Quando a primeira soube do boato, ao invés de explicar o acontecido, enraivecida escreveu desaforos em seu blog sobre a segunda, o que resultou em formação de grupos rivais na escola, brigas, reuniões de pais (que nada sabiam), e outros aborrecimentos mais.
Até que um dia houve a confrontação de fatos, pais, alunos e professores se reuniram e foi descoberto o início do problema.
As meninas voltaram a ser amigas e tudo se resolveu, mas sem a atuação dos adultos, talvez isto nunca teria sido resolvido, e se o pai da primeira menina procurasse acompanhar, de vez enquanto, seu blog e o de suas amigas a história poderia ter acabado muito mais cedo!
A internet é poderosa em todos os aspectos, você pode obter informações profundas e valiosa de toda sorte. Aprenda a utilizá-la para seu próprio proveito e segurança.
Acompanhe a vida virtual de seu filho! Isto pode ser uma questão de vida ou morte.
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Olá, Joana!
Gostei bastante do seu artigo. De fato, algumas vezes um boate não nasce da má fé de alguém, mas de algum ruído na comunicação entre as pessoas. Às vezes essa situação pode tomar um rumo desagradável.
Também estudei no Liceu São José, em Miguel Couto. E também tive aula com a Tia Nancy. Sinto saudades daquela época…
Enfim, felicidades aí na Suécia e feliz páscoa antecipada.
Oi Fernanda!
Mas que legal! Será que éramos da mesma turma?
Obrigada e Feliz Páscoa para você também!