Aug 18 2009
De volta do Norte com peixinhos
Neste fim-de-semana estive fazendo uma viagem de carro, outra vez pro norte, mas um pouco mais longe, uma região conhecida como Norrland (Terra do norte) há 425 kms daqui. Parece pouco, mas com as paradas para esticar as pernas e etc dão 6 horas de viagem.

Éramos duas mulheres, sem filhos e sem maridos rumo à Härnösand. Dessa vez eu não dirigi. A Gunilla é quem era a piloto, e vou te contar, estou pra ver mulher mais durona no volante! Deus me livre, eu não daria conta. Ainda mais com aquela caminhonete monstro, com carga de 200 quilos lá atrás!
Eu não estava muito animada para ir, mas fiquei com pena da Gunilla, que ia ter que pilotar todo aquele trajeto sozinha, mas o que me convenceu mesmo foi a estadia no hotel. E valeu muito a pena. Há quanto tempo eu não ficava num quarto de hotel só pra mim!?!
Nós fomos em uma missão do projeto de piscicultura que o meu marido coordena. Tínhamos que trazer 20 mil peixinhos para Estocolmo. O marido deu um tremendo azar de ser infectado pela Borrélia – uma infecção causada por carrapatos.
(também conhecida como doença de Lyme), por isso eu fui convencida pelo digníssimo a ir como companhia e como documentadora do processo, mas na hora de documentar eu acabei arregaçando as mangas e dei duro também, foi bem legal!
Chegando ao local de onde receberíamos os peixes fiquei conhecendo o criador de peixes, Per-Erik Nygård, também conhecido como Pekka. Per-Erik possui um site Onde ele explica como fazer para criar peixes e ao mesmo tempo produzir tomates, pepinos, uvas, em grande quantidade e qualidade, ecologicamente.
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Trabalhando há mais de 10 anos com seus projetos Pekka vem conquistando a atenção do governo e conseguindo atuar em vários projetos da Suécia e da União Européia. É fascinante mesmo ver o que se pode conseguir num espaço tão pequeno. Com 150 quilos de comidas de peixe ele consegue produzir até 200 quilos de Regnbåge (tipo de salmão) e centenas de quilos de verduras e legumes ao mesmo tempo!
Foi bastante inspirador estar por lá para ver todo aquele processo. Fico aqui pensando e me perguntando: Se aqui nessa terra gelada é possível fazer isso tudo, imagine no Brasil, que não se precisam de estufa, nem aparelhos para colher energia solar. Que simples e barato é produzir comida!
Nessa viagem cheguei à algumas conclusões:
- Eu adoro essa vidinha de viajar pra longe, me hospedar em hotel, sair do quarto do hotel largando a cama desarrumada pra traz e quando voltar achar tudo bonitinho, dobradinho, aconchegante, limpinho ahhhh e tomar café-da-manhã em hotel é bom demais, terrível pra dieta. arrg!
- Eu adoro bater-perna, conhecer gente diferente, ver lugares diferentes, fazer coisas diferentes. Não sei não, acho que vou acabar procurando emprego como caminhoneira!
- A melhor época para se tirar férias no norte da Suécia é a partir da terceira semana de agosto, ainda mais se você está interessado em relaxar. A cidade não tem ninguém. No hotel e no restaurante sentimos como se toda a atenção era dada a nós. A comida era maravilhosa, desde a salada, tudo era perfeito! Nada de um monte de turistas batendo cabeças pela cidade, nada de centenas de trailers vagarosos atrapalhando o trânsito.




